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sexta-feira, 9 de maio de 2014

Josely Carvalho




Nascida em São Paulo,  Josely Maria Sounis Carvalho de Oliveira (1942 - ) é artista plástica que agrega o hibridismo e o transitório, junto às novas tecnologias. Em sua vasta obra já trabalhou com gravura, pintura, poesia, vídeo-som, livro-arte, fotografia, instalação e web art.
Graduada em 1967 pela Escola de Arquitetura da Washington University, St. Louis, dedicou-se nos anos 70 à serigrafia, organizando eventos públicos nos Estados Unidos, México e Brasil. Em 1980/1990 inicia trabalhos com utilização de meios eletrônicos e digitais da época.

Ganhadora de inúmeras bolsas e prêmios internacionais (Estados Unidos e Itália) e com exposições conjuntas e solo (Brasil, Venezuela, Estados Unidos, México) sua importância se deve acima de tudo pela sua interpretação plural de mundo, ao explorar e criar com os mais diversos materiais (vidro, papéis, madeiras, tijolos, recicláveis, tecnológicos) obras de arte reflexivas e sensoriais.






Em 1994 a artista foi convidada por Marcello Glycério de Freitas, diretor do projeto de arte no Metrô, a ornamentar a estação do Armênia, do Metrô de São Paulo. Partindo da ideia de ponte cultural entre Brasil e Armênia, ela decidiu simbolizar a mistura de culturas através de um pássaro.

Na instalação foi usado barro, espelho d’água, paisagismo e vidro jateado.

Vista de fora

Artista e obra ao fundo


Book of Roofs (Livro das Telhas), sua obra mais importante, é um projeto de mídia/ instalação de livro escultural conceitual, que consistia uma instalação de video usando um caminhão de 3.000 telhas de barro, dispostos em padrões circulares. Hoje, com site interativo¹, a obra explora uma montagem interativa, com narrativa não-linear e associações históricas, memórias individuais e coletivas.


Desde 1976 a artista vive em Nova York, porém mantém um ateliê no Rio de Janeiro.

A artista também possui uma página no Youtube para divulgação de seus trabalhos, porém totalmente em inglês.

¹ Book of Roofs <http://www.bookofroofs.com/>

Referencias Bibliográficas:

segunda-feira, 21 de abril de 2014

Katia Maciel



Carioca, Katia Valeria Maciel Toledo (1963 - ), popularmente conhecida como Katia Maciel, é artista, cineasta, poeta e professora, lecionando na Escola de Comunicação da UFRJ desde 1994 onde coordena, com André Parente, o Núcleo de Tecnologia da Imagem (N-Imagem). Em suas obras, desde 1990 busca a arte aliada ao cinema através de filmes, curtas, vídeo-instalações e instalações interativas.

Ganhadora de prêmios e bolsas nacionais, teve a oportunidade de expor solo (São Paulo, Bistrol, Rio de Janeiro) e coletivamente (Londres, São Paulo, Porto Alegre, Pequim, Karlsruhe, México...), além de publicar livros sobre cinema, arte e poesia, como por exemplo Poeta, Herói, Idiota: O pensamento de cinema no Brasil, e seu livro mais recente, datado de 2012, de poesias, intitulado ZUN.

Suas obras giram em torno da interação com o observador, de maneira inclusiva com a obra, buscando também, através de seus vídeos, quebrar a clássica linearidade do cinema tradicional. Essa busca ela mesma dá o nome de transcinema: “uma imagem pensada para gerar ou criar uma nova construção de espaço- tempo cinematográfico em que a presença do participador ativa a trama que se desenvolve. Uma imagem em metamorfose que pode se atualizar em projeção múltipla, em ambientes interativos e imersivos”.¹

Podemos perceber claramente sua temática através do vídeo Meio Cheio Meio Vazio (Vimeo) , quando a imagem se eterniza num looping, onde o copo nunca enche, transborda ou esvazia (notem que o vídeo não possui absoluto som, porém automaticamente nos vem à cabeça o som de um copo sendo cheio...).

Há também a instalação Um, Nenhum, Cem Mil , seu trabalho de pós doutorado na Universidade de Wales, Newport, Inglaterra, que possibilita ao expectador selecionar dois rostos para encenarem diálogos românticos aleatórios.

Seus trabalhos mais conhecidos são:

O Banho (1993) - seu primeiro vídeo, inspirado a partir das impressões das cores e movimentos dos pastéis da série de mulheres no banho do artista impressionista Edgar Degas.²

Mantenha Distância (2004) - instalação interativa, onde um caminhão é projetado em uma tela, e ao ocorrer a aproximação, o caminhão também se aproxima e lê-se, acima da placa, a frase “mantenha a distância”.

Na Estrada (2004) - instalação interativa, onde nela estamos imersos em três imagens, três sequências em loop de um casal em uma estrada. Nessa montagem, pode-se ver as sequências projetadas simultaneamente em três paredes; cada aproximação do visitante irá acionar o som e a cor da tela da qual ele se aproxima.

Uma Árvore (2009) - videoinstalação, os galhos e folhagens duma árvore se movimentam imitando o inspirar e expirar pulmonar, enquanto seu tronco e o resto da imagem estão estáticos.


Os dois vídeos que mais me impressionaram e marcaram foram, sobretudo, Casa-Construção, curta metragem de 2009 e ganhador do Prêmio Rumos ItaulCultural: Cinema Experimental, onde um casal conversa paralelamente, primeiro um, em seguida o outro e depois ambos, ambientado em uma casa em construção; e Ondas: Um Dia de Nuvens Listradas Vindas do Mar, uma instalação interativa de 2006 em loop, onde a artista mesmo define que "A palavra onda designa ao mesmo tempo o movimento do mar e a pulsação da energia. Este trabalho aproxima esses dois sentidos por meio de uma instalação interativa"³, que causou-me real sensação de estar à beira da praia, sobretudo pela projeção ocupar um espaço levemente arredondado nos cantos e a zona de arrebentação do mar ser próxima ao rodapé do chão, possibilitando ao visitante realmente imaginar que está com os pés na água!

Para saber mais sobre essa artista contemporânea e seu incrível trabalho de interatividade obra x apreciador deixo abaixo acesso para os links das fontes pesquisadas, site e Vimeo pessoal da artista.


¹ e ²- Retirados do site Enciclopédia Itaú Cultural - Arte e Tecnologia
³ - Retirado da descrição do vídeo no Vimeo da artista (Katia Maciel)